Tendências em nutrição apontam novos caminhos para a indústria de alimentos e bebidas 

Publicado por: Comunicação e Imprensa | Em: 17/08/2026


Observações do assessor de Tendências e Inovação da AFABBRA, Geraldo Benites, durante o Summit Future of Nutrition, destacam avanços em ingredientes funcionais, biotecnologia, inteligência artificial e novas demandas dos consumidores 

A indústria de alimentos, bebidas, suplementos e nutrição atravessa um período de transformação acelerada. Consumidores estão cada vez mais atentos a saúde, bem-estar, naturalidade, qualidade nutricional e sustentabilidade, enquanto as empresas buscam soluções capazes de agregar valor aos produtos e ampliar sua competitividade. 
Esse cenário esteve entre os principais pontos observados pelo assessor de Tendências e Inovação da AFABBRA, Geraldo Benites, durante o Summit Future of Nutrition, realizado entre os dias 4 e 6 de agosto de 2026. 
Para Geraldo, o grande desafio da indústria está em transformar as tendências identificadas globalmente em oportunidades concretas para os negócios. 
“Antecipar tendências, reduzir riscos regulatórios e acelerar decisões com base em ciência, tecnologia, mercado e aplicação prática são fatores cada vez mais importantes para a indústria de alimentos e bebidas.” 
Ingredientes funcionais ganham protagonismo 
Entre os principais movimentos observados está o crescimento da busca por ingredientes funcionais, capazes de oferecer benefícios associados à saúde e ao bem-estar. 
Fibras alimentares, proteínas vegetais e compostos bioativos vêm sendo incorporados a diferentes categorias de produtos. O movimento acompanha a procura por alimentos e bebidas que ofereçam mais do que sabor e praticidade. 
As fibras alimentares tiveram destaque nas discussões. O interesse global pelo ingrediente está relacionado principalmente à saúde digestiva, ao equilíbrio nutricional e ao bem-estar. 
Segundo Geraldo Benites, existe uma oportunidade importante para a indústria nesse cenário: 
“O interesse por fibras alimentares vem crescendo de forma consistente, impulsionado pela busca por saúde digestiva, equilíbrio nutricional e bem-estar. Isso abre espaço para o desenvolvimento de produtos enriquecidos com fibras em praticamente todas as categorias alimentícias.” 
Da ciência à percepção do consumidor 
Outro ponto discutido durante o evento foi a relação cada vez mais complexa entre ciência, percepção pública e regulamentação. 
Ingredientes já consolidados passam a ser avaliados sob novas perspectivas, enquanto a indústria precisa equilibrar evidências científicas, segurança, legislação e expectativas do consumidor. 
Para o assessor da AFABBRA, esse equilíbrio será fundamental para o desenvolvimento dos produtos: 
“A inovação precisa caminhar junto com a ciência, a tecnologia e a regulamentação. Não basta identificar uma tendência; é preciso entender sua aplicação e os riscos envolvidos.” 
Clean Label e reformulação 
A busca por produtos com formulações mais simples também amplia os desafios da indústria. O movimento Clean Label, associado à redução de açúcar e à procura por ingredientes percebidos como mais naturais, exige soluções que mantenham sabor, qualidade, estabilidade e competitividade. 
A reformulação, portanto, deixa de ser apenas uma questão técnica. 
“A reformulação passou a ser também um desafio de percepção. A indústria precisa encontrar o equilíbrio entre saúde, sabor, experiência e aquilo que o consumidor entende como um produto de qualidade.” 
Biotecnologia e inteligência artificial aceleram a inovação 
A biotecnologia foi outro destaque do Summit Future of Nutrition. Mais do que uma tendência, ela vem se consolidando como ferramenta para o desenvolvimento de novos ingredientes e para o aumento da eficiência produtiva. 
A inteligência artificial também começa a transformar o processo de desenvolvimento de alimentos e bebidas, contribuindo para acelerar formulações, testar possibilidades e reduzir custos. 
Na avaliação de Geraldo, a tecnologia será cada vez mais determinante: 
“A biotecnologia e a inteligência artificial deixam de ser apenas ferramentas de futuro e passam a fazer parte das estratégias de inovação da indústria.” 
GLP-1 e a nova arquitetura do consumo 
O avanço dos medicamentos baseados em GLP-1 também chamou a atenção durante o evento. A redução do apetite e as mudanças nos hábitos alimentares podem provocar impactos significativos sobre diferentes categorias de alimentos e bebidas. 
Para a indústria, compreender essa transformação será essencial para antecipar novos comportamentos de consumo. 
Biodiversidade brasileira e novas oportunidades 
No contexto das discussões relacionadas à COP30, a biodiversidade brasileira também aparece como uma importante oportunidade para a indústria, especialmente no desenvolvimento de ingredientes e soluções associadas à bioeconomia. 
A valorização dos recursos naturais dos biomas brasileiros, porém, deverá caminhar junto com sustentabilidade, pesquisa, regulamentação e uso responsável. 
Proteínas do futuro 
As proteínas continuam no centro da inovação alimentar, impulsionadas por demandas relacionadas à saúde, sustentabilidade e performance. 
Entre as possibilidades apresentadas, os fungos ganham espaço como alternativa para o desenvolvimento de alimentos do futuro. Entretanto, o avanço dessas tecnologias dependerá da integração entre indústria, universidades e centros de pesquisa, além da aceitação do consumidor. 
Tendências que precisam virar estratégia 
As discussões do Summit Future of Nutrition reforçam que o futuro da indústria será construído a partir da convergência entre ciência, tecnologia, comportamento, regulamentação e inovação. 
Para Geraldo Benites, acompanhar essas transformações é fundamental para que as empresas estejam preparadas para as próximas mudanças do mercado. 
“O mais importante não é apenas conhecer as tendências, mas entender como elas podem ser transformadas em estratégias e oportunidades para a indústria brasileira.” 
Para o setor de bebidas, esse movimento representa oportunidades para desenvolver produtos cada vez mais alinhados às novas demandas dos consumidores, combinando saúde, funcionalidade, sabor, conveniência, sustentabilidade e competitividade.